A angolana Helena Verdugo Afonso, de quem hoje publicamos o poema “INSATISFAÇÂO”, é sonetista e sua belíssima poesia está na linha do lirismo português mais autêntico que vem da extraordinária Florbela Espanca.
A sua obra tem sido difundida através da imprensa, pois não tem ainda livro editado.
INSATISFAÇÂO
Enfim, posso morrer! Já te beijei
a linda boca perfumada e quente,
num beijo longo, divinal, fremente,
um beijo aonde toda me entreguei…
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
POEMAS DE FIM DE SEMANA
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sexta-feira, 23 de setembro de 2011
POEMAS DE FIM DE SEMANA
Esta semana, destacamos o belíssimo poema "Avó Mariana" da poetisa Alda do Espírio Santo
Avó Mariana
Avó Mariana, lavadeira
dos brancos lá da Fazenda
chegou um dia de terras distantes
com seu pedaço de pano na cintura
e ficou.
Ficou a Avó Mariana
lavando, lavando, lá na roça
pitando seu jessu1
à porta da sanzala
lembrando a viagem dos seus campos de sisal.
Avó Mariana
Avó Mariana, lavadeira
dos brancos lá da Fazenda
chegou um dia de terras distantes
com seu pedaço de pano na cintura
e ficou.
Ficou a Avó Mariana
lavando, lavando, lá na roça
pitando seu jessu1
à porta da sanzala
lembrando a viagem dos seus campos de sisal.
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sexta-feira, 16 de setembro de 2011
POEMAS DE FIM DE SEMANA
Iniciamos a rubrica "Poemas de Fim de Semana" com a publicação do poema "AS BELAS MENINAS PARDAS" da poetisa Alda Lara.
Durante as próximas semanas daremos destaque a poemas escritos apenas por mulheres de origem africana.
AS BELAS MENINAS PARDAS
As belas meninas pardas
são belas como as demais.
Iguais por serem meninas,
pardas por serem iguais.
Durante as próximas semanas daremos destaque a poemas escritos apenas por mulheres de origem africana.
AS BELAS MENINAS PARDAS
As belas meninas pardas
são belas como as demais.
Iguais por serem meninas,
pardas por serem iguais.
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segunda-feira, 5 de setembro de 2011
LIVRO DO MÊS
A Biblioteca Escolar José Gustavo dá as boas-vindas a todos os membros da comunidade educativa e informa que já se encontra exposto o material relativo à sugestão de leitura para o mês de Setembro – O RAPAZ DO RIO, de Tim Bowler.
O referido material pode ser visto e consultado nos locais habituais – à entrada do Pavilhão da Biblioteca e junto à entrada que dá acesso à Biblioteca Escolar.
A BEJG informa também que a partir da próxima semana, sempre à quinta-feira, voltará a editar os POEMAS DE FIM DE SEMANA.
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sábado, 13 de agosto de 2011
Comemorações do nascimento de MIGUEL TORGA
O grande escritor/poeta Miguel Torga nasceu a 12 de Agosto de 1907, em São Martinho da Anta.
A BEJG associa-se às comemorações, publicando o poema "MAR" na voz de João Braga.
A BEJG associa-se às comemorações, publicando o poema "MAR" na voz de João Braga.
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quinta-feira, 30 de junho de 2011
POEMAS DE FIM-DE-SEMANA
Terminamos hoje a edição de Poemas de Fim-de-Semana.
Como iniciámos a edição dos poemas com Camões, terminaremos, igualmente, com o grande poeta publicando um soneto.
Estaremos de volta em Setembro com uma selecção de novos autores.
O dia em que nasci moura e pereça,
Não o queira jamais o tempo dar;
Não torne mais ao Mundo, e, se tornar,
Eclipse nesse passo o Sol padeça.
A luz lhe falte, O Sol se [lhe] escureça,
Mostre o Mundo sinais de se acabar,
Nasçam-lhe monstros, sangue chova o ar,
A mãe ao próprio filho não conheça.
As pessoas pasmadas, de ignorantes,
As lágrimas no rosto, a cor perdida,
Cuidem que o mundo já se destruiu.
Ó gente temerosa, não te espantes,
Que este dia deitou ao Mundo a vida
Mais desgraçada que jamais se viu!
Luís de Camões
Como iniciámos a edição dos poemas com Camões, terminaremos, igualmente, com o grande poeta publicando um soneto.
Estaremos de volta em Setembro com uma selecção de novos autores.
O dia em que nasci moura e pereça,
Não o queira jamais o tempo dar;
Não torne mais ao Mundo, e, se tornar,
Eclipse nesse passo o Sol padeça.
A luz lhe falte, O Sol se [lhe] escureça,
Mostre o Mundo sinais de se acabar,
Nasçam-lhe monstros, sangue chova o ar,
A mãe ao próprio filho não conheça.
As pessoas pasmadas, de ignorantes,
As lágrimas no rosto, a cor perdida,
Cuidem que o mundo já se destruiu.
Ó gente temerosa, não te espantes,
Que este dia deitou ao Mundo a vida
Mais desgraçada que jamais se viu!
Luís de Camões
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quarta-feira, 22 de junho de 2011
POEMAS DE FIM-DE-SEMANA
Esta semana, os mistérios, a beleza e os segredos da poesia de José Luís Peixoto
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na hora de pôr a mesa, éramos cinco:
o meu pai, a minha mãe, as minhas irmãs
e eu. depois a minha irmã mais velha
casou-se. depois, a minha irmã mais nova
casou-se. depois, o meu pai morreu. hoje,
na hora de pôr a mesa, somos cinco,
menos a minha irmã mais velha que está
na casa dela, menos a minha irmã mais
nova que está na casa dela, menos o meu
pai, menos a minha mãe viúva. cada um
deles é um lugar vazio nesta mesa onde
como sozinho. mas irão estar sempre aqui.
na hora de pôr a mesa, seremos sempre cinco,
enquanto um de nós estiver vivo, seremos
sempre cinco.
In, A criança em ruínas
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na hora de pôr a mesa, éramos cinco:
o meu pai, a minha mãe, as minhas irmãs
e eu. depois a minha irmã mais velha
casou-se. depois, a minha irmã mais nova
casou-se. depois, o meu pai morreu. hoje,
na hora de pôr a mesa, somos cinco,
menos a minha irmã mais velha que está
na casa dela, menos a minha irmã mais
nova que está na casa dela, menos o meu
pai, menos a minha mãe viúva. cada um
deles é um lugar vazio nesta mesa onde
como sozinho. mas irão estar sempre aqui.
na hora de pôr a mesa, seremos sempre cinco,
enquanto um de nós estiver vivo, seremos
sempre cinco.
In, A criança em ruínas
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