Terminamos hoje a edição de Poemas de Fim-de-Semana.
Como iniciámos a edição dos poemas com Camões, terminaremos, igualmente, com o grande poeta publicando um soneto.
Estaremos de volta em Setembro com uma selecção de novos autores.
O dia em que nasci moura e pereça,
Não o queira jamais o tempo dar;
Não torne mais ao Mundo, e, se tornar,
Eclipse nesse passo o Sol padeça.
A luz lhe falte, O Sol se [lhe] escureça,
Mostre o Mundo sinais de se acabar,
Nasçam-lhe monstros, sangue chova o ar,
A mãe ao próprio filho não conheça.
As pessoas pasmadas, de ignorantes,
As lágrimas no rosto, a cor perdida,
Cuidem que o mundo já se destruiu.
Ó gente temerosa, não te espantes,
Que este dia deitou ao Mundo a vida
Mais desgraçada que jamais se viu!
Luís de Camões
quinta-feira, 30 de junho de 2011
POEMAS DE FIM-DE-SEMANA
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quarta-feira, 22 de junho de 2011
POEMAS DE FIM-DE-SEMANA
Esta semana, os mistérios, a beleza e os segredos da poesia de José Luís Peixoto
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na hora de pôr a mesa, éramos cinco:
o meu pai, a minha mãe, as minhas irmãs
e eu. depois a minha irmã mais velha
casou-se. depois, a minha irmã mais nova
casou-se. depois, o meu pai morreu. hoje,
na hora de pôr a mesa, somos cinco,
menos a minha irmã mais velha que está
na casa dela, menos a minha irmã mais
nova que está na casa dela, menos o meu
pai, menos a minha mãe viúva. cada um
deles é um lugar vazio nesta mesa onde
como sozinho. mas irão estar sempre aqui.
na hora de pôr a mesa, seremos sempre cinco,
enquanto um de nós estiver vivo, seremos
sempre cinco.
In, A criança em ruínas
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na hora de pôr a mesa, éramos cinco:
o meu pai, a minha mãe, as minhas irmãs
e eu. depois a minha irmã mais velha
casou-se. depois, a minha irmã mais nova
casou-se. depois, o meu pai morreu. hoje,
na hora de pôr a mesa, somos cinco,
menos a minha irmã mais velha que está
na casa dela, menos a minha irmã mais
nova que está na casa dela, menos o meu
pai, menos a minha mãe viúva. cada um
deles é um lugar vazio nesta mesa onde
como sozinho. mas irão estar sempre aqui.
na hora de pôr a mesa, seremos sempre cinco,
enquanto um de nós estiver vivo, seremos
sempre cinco.
In, A criança em ruínas
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terça-feira, 21 de junho de 2011
Português Língua Não Materna - Exposição
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Português Língua Não Materna - Exposição
Encontra-se no local das exposições, junto à Biblioteca Escolar, o trabalho realizado pelo aluno Dionisie Rosca, 12ºC, no âmbito da disciplina de Português Língua Não Materna.
O trabalho teve como base a leitura de "O Principezinho".
O trabalho teve como base a leitura de "O Principezinho".
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quinta-feira, 16 de junho de 2011
POEMAS DE FIM-DE-SEMANA
POEMA DE PEDRA LIOZ
António Gedeão
Álvaro Góis,
Rui Mamede,
filhos de António Brandão,
naturais de Cantanhede,
pedreiros de profissão,
de sombrias cataduras
como bisontes lendários,
modelam ternas figuras
na lentidão dos calcários.
António Gedeão
Álvaro Góis,
Rui Mamede,
filhos de António Brandão,
naturais de Cantanhede,
pedreiros de profissão,
de sombrias cataduras
como bisontes lendários,
modelam ternas figuras
na lentidão dos calcários.
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segunda-feira, 13 de junho de 2011
Concurso "O Cartaz da minha Escola"
Já são conhecidos os vencedores do concurso “O CARTAZ DA MINHA ESCOLA” 2011, promovido pela RBE.
São muito bonitos e expressivos os trabalhos premiados e por isso enviamos a todos, alunos e professores, os nossos sinceros parabéns.
Este ano, o trabalho apresentado pelos concorrentes da nossa escola não se sagrou vencedor; porém, pelo empenho e pelo trabalho desenvolvido ao longo de várias semanas, os alunos do 8ºG e a professora Maria Antonieta Benrós também estão de parabéns.
O trabalho enviado a concurso é muito apelativo e por isso compreendemos que a tarefa do júri não tenha sido fácil. Parabéns, pois, aos alunos e à professora.
São muito bonitos e expressivos os trabalhos premiados e por isso enviamos a todos, alunos e professores, os nossos sinceros parabéns.
Este ano, o trabalho apresentado pelos concorrentes da nossa escola não se sagrou vencedor; porém, pelo empenho e pelo trabalho desenvolvido ao longo de várias semanas, os alunos do 8ºG e a professora Maria Antonieta Benrós também estão de parabéns.
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quinta-feira, 9 de junho de 2011
POEMAS DE FIM-DE-SEMANA
Hoje, publica-se o poema ANIVERSÁRIO de Fernando Pessoa.
Escrito em 1929 (cerca de seis anos antes do seu falecimento) é um poema muito triste, mas também tão belo que vale mesmo a pena lê-lo ou relê-lo.
Fernando Pessoa nasceu a 13 de Junho de 1888.
ANIVERSÁRIO
No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.
Escrito em 1929 (cerca de seis anos antes do seu falecimento) é um poema muito triste, mas também tão belo que vale mesmo a pena lê-lo ou relê-lo.
Fernando Pessoa nasceu a 13 de Junho de 1888.
ANIVERSÁRIO
Fernando Pessoa
(Álvaro de Campos)
No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.
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03:17
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