quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Dia de S.Valentim

AMOR É …
AMOR É A BELEZA E A MAGIA DA VIDA. (TIAGO CORREIA, 9º A)
AMOR É COMO O OXIGÉNIO: SEM ESSE SENTIMENTO NÃO CONSEGUIMOS SOBREVIVER (SARA VIEIRA, 9ºA)
AMOR É COMO O CHOCOLATE: QUANTO MAIS DOCE MELHOR! (CRISTIANA, 9ºA)

Nos dias 12, 18 e 19 de Fevereiro, a Biblioteca Escolar celebrou o dia de S. Valentim. Os alunos foram convidados a participar, elaborando para o efeito pequenos textos, ou simplesmente frases sobre o AMOR, frases que foram também escritas na língua inglesa num trabalho realizado em colaboração com a professora Lurdes Almeida. Foram também algumas das alunas do 9º A que colocaram nas portas das salas de aula dos pavilhões os poemas alusivos ao Amor.
Foi grande o entusiasmo dos alunos que visitaram, no decorrer destes dias, a Biblioteca e o seu espaço envolvente, onde se encontrava uma exposição dos trabalhos realizados pelos alunos das turmas do 9º A, 11º A, 11º B e 12º E e um painel com mensagens de amor da iniciativa do grupo disciplinar de Inglês.
Na Biblioteca, os alunos leram os poemas e as frases alusivas ao amor que aí se encontravam expostos e ainda assistir aos power points em inglês e português que ajudaram a animar o nosso espaço.
Também os rebuçados e marcadores com excertos de poemas, que logo se esgotaram, mereceram a atenção dos nossos alunos.
Porque no presente ano concedemos particular relevância a Florbela Espanca aqui deixamos um dos seus poemas

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

O MUNDO DE SOFIA

O interessante no livro O Mundo de Sofia não é apenas o que podemos alcançar ou aprender com a sua leitura mas antes, precisamente, a caminhada que fazemos com a própria Sofia. Esse percurso representa muito mais do que uma fantástica viagem pelo mundo da Filosofia.
Descobrir o mundo de Sofia é, simultaneamente, descobrirmo-nos a nós próprios pelas palavras de grandes filósofos da cultura ocidental.
O que pode ser, à partida, para os mais renitentes em entrar no domínio da Filosofia, um aspecto pouco entusiasmante é o que dá, creio eu, o verdadeiro fôlego a toda a história.

O LIVRO

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O LIVRO


A carreira de Saramago tem sido acompanhada de diversas polémicas. As suas opiniões pessoais sobre religião ou sobre a luta internacional contra o terrorismo são discutidas e algumas resultam mesmo em acusações de diversos quadrantes. Caim, o seu último romance veio, mais uma vez, alimentar a polémica em relação a este escritor.
Este livro tem como personagens principais aquela figura bíblica, Deus e a Humanidade "nas suas diferentes expressões", segundo a descrição de Pilar del Río no blogue do Nobel da Literatura.
Neste novo romance, o vencedor do prémio Nobel, José Saramago, reconta episódios bíblicos do Velho Testamento sob o ponto de vista de Caim, que, depois de assassinar seu irmão, trava um incomum acordo com deus e parte numa jornada que o levará do jardim do Éden aos mais recônditos confins da criação.Se, em O Evangelho segundo Jesus Cristo, José Saramago nos deu a sua visão do Novo Testamento, neste Caim ele parte dos primeiros livros da Bíblia, do Éden ao dilúvio, imprimindo ao Antigo Testamento a música e o humor refinado que marcam a sua obra. Num itinerário heterodoxo, Saramago percorre cidades decadentes e estábulos, palácios de tiranos e campos de batalha. No trajecto, o leitor revisitará episódios bíblicos conhecidos, mas sob uma perspectiva inteiramente diferente. Para atravessar esse caminho árido, um deus às turras com a própria administração colocará Caim, assassino do irmão Abel e primogénito de Adão e Eva, num altivo jumento, e caberá à dupla encontrar o rumo entre as armadilhas do tempo que insistem em atraí-los. A Caim, que leva a marca do senhor na testa e portanto está protegido das iniquidades do homem, resta aceitar o destino amargo e compactuar com o criador, a quem não reserva o melhor dos julgamentos. Tal como o diabo de O Evangelho, o deus que o leitor encontra aqui não é o habitual dos sermões: ao reinventar o Antigo Testamento, Saramago recria também os seus principais protagonistas, conferindo-lhes uma roupagem ao mesmo tempo complexa e irónica, cujo tom de farsa da narrativa só faz por acentuar.